A Pib Lins, depois de sessenta anos de organização está passando por um momento novo. O jargão que temos repetido é: Pib em Lins – uma igreja avivada para florescer onde está plantada. Avivar significa: “Tornar mais vivo; excitar, estimular: atiçar fogo. Cobrar ânimo; vigor, reanimar-se” (Dic Aurélio). Sentir medo do novo é algo natural e compreensível. Afinal de contas tudo o que é novo assusta, enquanto o que é repetido, por mais monótono que seja, dá a sensação de segurança. Desta maneira o dilema que se estabelece é ficar com a segurança da monotonia ou aceitar o desafio do que é novo. Decidir é preciso! Quando Moisés foi chamado por Deus para liderar a saída do povo de Israel do Egito ele ficou assustado, afinal de contas isso era novo para ele. Moisés argumenta com Deus dizendo: “Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?” Deus responde da seguinte maneira: “EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros” (Ex. 3: 13,14).
O rabino Nilton Bonder, no livro “Sobre Deus e o Sempre”, nos ajuda a entender esta definição que Deus dá de si mesmo. Diz:“Qualquer pessoa familiarizada com a língua hebraica sabe que YHWH está associado à noção de tempo, uma vez que contém o radical do verbo existir ou do verbo SER. Como a língua hebraica não declina o verbo ‘ser’ no presente, YHWH parece ser uma mistura dos verbos ‘ele será, ele foi e ele é’ somada ao gerúndio do verbo SER. Já outros preferem a leitura do Tetragrama como uma representação do tempo presente (HWH) sendo precedido pela partícula Y, que lhe dá um sentimento de futuro. Ou seja: Eu sou aquele que empurra o Presente na direção do Futuro.
Nessa leitura, Deus se define como a própria força motriz do tempo”.Deus é eterno. O Deus de sempre. Deus não envelhece, mas eu e você envelhecemos. A proposta do Evangelho é tornar Novo o que era Velho. Se o vinho é novo, os odres também precisam ser novos (Mt. 9: 16,17).Avivar é resgatar os valores bíblicos e espirituais que fomos perdendo com o tempo.
O profeta disse: “Ouvi, SENHOR, a tua palavra e temi; aviva, ó SENHOR, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos a notifica; na ira lembra-te da misericórdia” (Hb. 3: 2). O que ele está dizendo é que no meio dos anos, com o passar do tempo, vamos esquecendo dos ensinamentos, dos propósitos e do compromisso que um dia assumimos com Deus. Quantas vezes isso acontece na vida? Muitas! E é por isso que precisamos, vez por outra, passar pela experiência do avivamento.
Na carta à igreja de Éfeso a mensagem é clara e contundente: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor”. O convite de Deus é: “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas” (Ap. 2: 4,5).
Avivar é decisão de arrependimento e retorno ao primeiro amor. Sem o vigor do primeiro amor não obedeceremos a Deus e nem faremos a Sua Vontade.Avivamento sempre será algo novo. Mas não há razão e nem embasamento bíblico para alguém ter medo do avivamento.
Você já viu Deus fazendo alguma coisa que não seja boa? Deus é bom! Deus é bom demais!Ah! Você pode estar pensando: “E se esse dito avivamento não for de Deus?”. Aí é pra ter medo mesmo. Até porque com Deus não se brinca! Mas através da Bíblia e da Oração o crente alcança discernimento para distinguir o que é e o que não é avivamento. Fora disso é juízo antecipado, medo do novo, carnalidade.
Não há razão para temer o novo que vem como fruto de um avivamento genuíno na presença de Deus. Afinal de contas não existe alegria maior na vida cristã do que viver em novidade de vida, na presença do Deus vivo. Ou existe?
Pr. Ailton G. Desidério

Nenhum comentário:
Postar um comentário